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Três anos de ações pelo pacto em defesa do Pantanal

05/06/2018

Dia Mundial do Meio Ambiente


Pouco tempo de atuação, mas centenas de resultados alcançados. Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Consórcio do Complexo Nascentes do Pantanal e demais parceiros engajados nesta missão comemoram três anos do “Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal”, movimento que tem por objetivo cuidar das águas da maior área úmida do planeta.

 

Durante esse curto período de tempo, uma ampla variedade de ações de conservação e recuperação foram executadas nas cabeceiras do Pantanal, em Mato Grosso, região onde nascem as águas responsáveis por alimentar a maior área úmida do planeta e que está em alto risco (saiba mais acessando o link no final desta matéria). Todas elas com foco nas nascentes e nos rios Jaurú, Sepotuba, Cabaçal e Paraguai, da bacia hidrográfica do Alto Paraguai, uma das mais importantes para o Pantanal e para sua sobrevivência.

 

Os números nestes três anos entusiasmam: 126 nascentes em processo de recuperação, 7 viveiros florestais em funcionamento, mais de 150 quilômetros de estradas rurais ambientalmente adequadas, dois municípios – Mirassol D’Oeste e Tangará da Serra - eleitos pela Agência Nacional de Águas (ANA) para receber recursos financeiros para implementação de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mais de 40 famílias beneficiadas com a instalação de biofossas nas zonas rurais, centenas de palestras educativas realizadas em escolas municipais e estaduais para orientar crianças e jovens sobre a necessidade de cuidar, preservar e reciclar e dezenas de ações de limpeza de rios em que foram retiradas somente em 2018 mais de 8 toneladas de lixo.

 

“Atualmente 49 entidades fazem parte do movimento, desde organizações da sociedade civil, prefeituras e empresas. Essa variedade de atores e de ações é um presente que os moradores da região oferecem para o Pantanal. E como idealizadores do projeto, nós do WWF, temos muito orgulho do que já foi feito e do potencial de conservação que temos pela frente”, comenta o analista de conservação do WWF-Brasil, Breno Melo ao destacar a importância da ação de todos os parceiros envolvidos para que seja possível a implementação de ações.

Graças à atuação articulada de todos as entidades participantes do Pacto, foram criados dois Comitês de Bacia Hidrográfica, o do rio Cabaçal e do rio Jaurú. “Dois organismos colegiados de extrema importância para a qualidade e a quantidade das águas do Pantanal. Uma vitória”, celebra Melo.

O Secretário Executivo do Consórcio Nascentes do Pantanal, Dariu Antonio Carniel, comemora destacando que os 25 municípios que fazem parte do Pacto já elaboraram os Planos Municipais de Saneamento e os municípios do Consórcio já contam com os planos de resíduos sólidos e estão dando solução de forma consorciada para a questão dos resíduos, devendo nos próximos meses ter inicio a operação do aterro sanitário em Mirassol D’Oeste que receberá o rejeito de 13 municípios, e ainda os municípios já se organizam para implantação da coleta seletiva. “São resultados muito importantes que causarão impactos muito positivos a médio e longo prazo, principalmente na busca incessante por água de qualidade e em quantidade para todos os usos”, conclui o secretário do Consórcio.

 

Como tudo começou

Tudo começou com um alerta. Em 2012, o estudo “Análise de Risco Ecológico da Bacia do Rio Paraguai”, realizado pelo WW-Brasil e parceiros identificou que a área das Cabeceiras do Pantanal – onde nascem as águas que alimentam a maior área úmida do planeta - estava sob alto risco, requerendo ações de recuperação e conservação urgentes. Desde então, surgiu a necessidade de criar um projeto para cuidar dos rios e nascentes da região. Três anos depois, em 2015, o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal era oficialmente lançado pelo WWF-Brasil, parceiros e pelo governo do estado de Mato Grosso.

 

O que é o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal?

Depois de identificado o problema, uma região “produtora” de água em alto risco, o WWF-Brasil e parceiros locais de Mato Grosso, após dezenas de reuniões elaboraram um total de 34 ações de conservação como alternativas para solucionar os problemas da região. Desde então, cada entidade que deque aderir ao Pacto se compromete voluntariamente a implementar em sua localidade pelo menos três ações que preservem as nascentes e os rios. Essas ações vão desde a adequação ambiental de estradas rurais até 2020, a melhora do saneamento básica da zona rural por meio da instalação de biofossas, recuperação de áreas degradas e Áreas de Proteção Permanente (APPs) até a produção de estudos, pesquisas, cartilhas de boas práticas e uso adequado do solo e promoção de eventos para a troca de experiências positivas relacionadas à recuperação ambiental.

 

A área de atuação do Pacto abrange 25 municípios do Mato Grosso: Alto Paraguai, Araputanga, Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Curvelândia, Denise, Diamantino, Figueirópolis D´Oeste, Glória D´Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Santo Afonso, São José dos Quatro Marcos, Salto do Céu e Tangará da Serra. O Consórcio do Complexo Nascentes do Pantanal é parte do movimento desde o ano de 2012.

 

Adaptado por Dariu Carniel  do texto de Renata Andrada, disponível em:

https://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?65783/Trs-anos-de-um-pacto-pela-conservao-do-Pantanal

 

Matérias Relacionadas:

https://www.wwf.org.br/?65342/WWF-Brasil-alerta-40-do-planalto-pantaneiro-est-em-alto-risco

 

Saiba mais sobre o Pacto: http://www.pactopelopantanal.com.br/

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